Não posto nesse blog há tempos. Não pela falta de comentários ou coisa do tipo, até porque esse é um espaço que eu reservei pra dizer o que eu sentia, então comentários acabam sendo secundários, se não terciários. Se houverem ótimo, se não, que bom que ainda posso escrever aqui.
“Eu sei é tudo sem sentido
Quero ter alguém
Com quem conversar
Alguém que depois
Não use o que eu disse
Contra mim...”
Para ela era difícil escolher entre aparência e ser. Cada vez que passava na rua e alguém a olhava, a impressão que tinha era que perdia um pouco da própria personalidade. Não sabia se se sentiria completa assim, gostava tanto quando elogiavam sua inteligência. Agora se sentia como aquela Barbie com a qual brincava quando criança. Bonita, sorridente (algumas vezes sem vontade) e controlada em cada momento por uma mão maior.
Sentia falta da garota gordinha, corcunda e de óculos. Ela não se deixaria influenciar assim, não era superficial e tinha sempre idéias próprias. Por mais defeitos que apresentasse, guardava o coração mais lindo do mundo e uma inteligência invejável.
Agora o que mais queria era achar a garota gordinha dentro de si, colocar sua pior roupa e sair por aí recebendo olhares repreensivos.